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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A expressão “tchê” uma das mais típicas do linguajar gaúcho é de origem guarani, tendo o sentido de “meu”; - A erva mate, também uma herança indígena, chegou a ser condenada pelos padres Jesuítas, pois “o demônio” por meio de um feiticeiro, a tinha inventado. A cuia era muito parecida com a de hoje, porém a bomba era feita de bambu; - O rancho das tropas de Osório não era um luxo, como algumas pessoas pensam. Pelo contrário, pela manhã ninguém tomava café, apenas toavam chimarrões, ou como diziam, matavam. Para o almoço, os soldados ganhavam carne fresca para o churrasco todos os dias, um pouco de farinha, erva-mate nova e cachaça. Às vezes ganhavam feijão e charque; - Quando Osório ingressou no exército, ainda jovem, basicamente se lutava com cavalos, ainda com lanças, porque as armas de fogo eram pouco confiáveis e não permitiam mira de longa distância; - Osório talvez não tivesse alcançado o posto de General se não tivesse participado da Revolução Farroupilha, porque depois que a guerra dividiu o que existia de exércitos e tropas no Rio Grande do Sul, aqueles que ficaram no lado legalista, fizeram carreira e ganharam conceito junto ao poder Central. Osório, na época coronel, vai conhecer o Duque de Caxias na Revolução Farroupilha. Caxias vai se tronar uma espécie de protetor de Osório no plano militar. Em troca, Osório vai apoiar politicamente os aliados de Caxias no Estado.


FONTE: http://bicentenariodeosorioticmpa.blogspot.com/2008/08/revoluo-farroupilha-guerra-dos-farrapos.html

MAMÃO COM GOIABA

REVOLUÇÃO FARROUPILHA

A Revolução Farroupilha foi a mais longa guerra civil da história brasileira, durando de 1835 até 1845, foram dez anos de batalhas entre Imperialistas e Republicanos, os primeiros defendiam a manutenção do império e os segundos lutavam pela proclamação da república brasileira.
Em 09 de setembro de 1836, ocorre a primeira grande batalha, Antônio de Souza Netto, a figura mais respeitada das forças farroupilhas depois de Bento Gonçalves, vence as tropas imperiais na Batalha do Seival. A vitória sobre os imperiais foi tão entusiasmante, que Netto, instigado pelos liberais exaltados, toma uma decisão: proclama a República Rio-Grandense, separando o estado gaúcho do Brasil. Estava finalmente declarado o caráter revolucionário do movimento farroupilha. Deve ser considerada Revolução apenas o movimento político-militar que vai de 19 de setembro de 1835 a 11 de setembro de 1836, porque era a revolta de uma província contra o Império do qual fazia parte. A 11 de setembro de 1836 é proclamada a República Rio-Grandense e então já não se pode mais falar em revolução, mas sim em guerra, a luta aberta entre duas potências políticas independentes e soberanas, uma República , de um lado, e um Império, de outro. A revolução farroupilha explodiu a 19 de setembro de 1835 quando os liberais, depois de inúmeras conspirações, sobretudo dentro das lojas maçônicas, partiram para a deposição do presidente Antônio Fernandes Braga, sustentando que este violava a lei e deveria ser substituído. Os farroupilhas Gomes Jardim e Onofre Pires desbarataram a Guarda Municipal (núcleo inicial da futura Brigada Militar do Estado) vindos do morro da Glória e Fernandes Braga foge para o porto de Rio Grande, abandonando Porto Alegre. A 20 de setembro Bento Gonçalves da Silva, vindo de Pedras Brancas (Guaíba) entra triunfante na Capital e, na ausência dos três primeiros vice-presidentes, empossa no governo o 4º vice-presidente, Dr. Marciano Pereira Ribeiro, nomeado Comandante das Armas o Cel. Bento Manoel Ribeiro, homem de personalidade difícil e caprichosa e sem convicção liberal, seguidor de seus próprios interesses, através dos quais se unira aos farroupilhas no início do movimento.

FONTE: http://pt.shvoong.com/humanities/history/1790643-revolu%C3%A7%C3%A3o-farroupilha/