quinta-feira, 2 de setembro de 2010


Gaúcho
(Ruben Sofildo da Silva)

Gaúcho é filho do pago
Que ama e zela esta terra
Fronteira, missões e serra,
Campanha e litoral,
Recantos do mesmo ideal,
Onde se vê o céu azul,
Os rios, a mata, a flechinha,
Mas tudo é chão farroupilha
Tudo é Rio Grande do Sul.

Gaúcho não é ser grosso
Ter botas, esporas e mango
Usar lenço chimango,
Atado frouxo ao pescoço,
E andar fazendo alvoroço,
Comprando qualquer parada,
Gaúcho é ser idealista,
Peleiar só por conquista
Em defesa da terra amada.

Gaúcho é nome e herança,
Que os bravos heróis nos legaram,
Que muito mal empregaram
Não compreendendo por certo
Gaúcho é altivo, esperto,
Espontƒneo, inteligente,
Respeitador bom amigo,
Mas quando encontra o perigo,
Costuma chegar de frente.

Quem foi Bento Gonçalves?
Quem foi David Canabarro?
Não foram estátuas de barro,
Nem pobres leigos sem eira
Quem foi Pinto Bandeira?
Eu nesses versos lhe digo,
Com altivez e estoicismo,
Foram a nata do gauchismo,
Do nosso Rio Grande amigo.

http://sites.google.com/site/orgulhodesergaucho2009/poesias

FOI NUM 20 DE SETEMBRO

FOI NUM VINTE DE SETEMBRO
QUE O RIO GRANDE CRESCEU
O IMPÉRIO SE APERCEBEU
DA GRANDEZA DESTA TERRA
OS NOSSOS GAÚCHOS GUAPOS
QUERIAM APENAS LEALDADE
RESPEITO À NOSSA VONTADE
E O SANGUE HERÓI DOS FARRAPOS.

FOI NUM VINTE DE SETEMBRO

QUE A RAZÃO FALOU MAIS ALTO
O RIO GRANDE TOMOU DE ASSALTO
PELO HERÓI BENTO GONÇALVES
QUE CALÇOU O PÉ POR AQUI
E O COMBATE ESTOUROU
NUM PISCAR D'ÓLHOS FUNDOU
A CAPITAL PIRATINÍ.

FOI NUM VINTE DE SETEMBRO
QUE CANCEMOS DE DESFALQUE
A TAXAÇÃO DO NOSSO CHARQUE
O COURO E A ERVA-MATE
QUE OS GAÚCHOS SE LEVANTARAM
NA CORAGEM E NO REPENTE
PELA HONRA DE NOSSA GENTE
O SANGUE DAS VEIAS DERRAMARAM.

AS COISAS NÃO MUDARAM MUITO
AQUI PRO NOSSO ESTADO
AINDA HOJE SOMOS PREJUDICADOS
PELO EIXO RIO SÃO PAULO
E A POLÍTICA CAFÉ COM LEITE
DESDE CRIANÇA EU ME ALEMBRO
DO QUE A HISTÓRIA ME CONTOU
DO RIO GRANDE QUE NÃO SE CURVOU
FOI NUM VINTE DE SETEMBRO...

POR
VAINER DE ÁVILA
GRUPO POETAR-CIA.DO PORTO
TEATRO E LITERATURA
CAPÃO DA CANOA - RS


Postado por: Daniele e Djessica




GUERRA DOS FARRAPOS
A FARROUPILHA

Contra a Força Imperial, e por toda Liberdade.
De Bandeira um ideal, de Amor e humanidade.
Com Cristo e a Eucaristia, o povo amigo irmão.
Farrapos A galhardia, Farroupilha A libertação.

Tempo muito sofrido, abandono e dificuldade.
Farrapos o apelido, dos lutadores da liberdade.
O Império não os assistia, lutavam por condição.
Farrapos A galhardia, Farroupilha A libertação.

Havia o rico proprietário, e havia todo o povo.
Havia todo sonho e ideário, de um mundo novo.
Todo gaucho na euforia, pela sociedade de irmão.
Farrapos A galhardia, Farroupilha A libertação.


FONTE:www.overmundo.com.br/guerra dos farrapos-a farroupilha-1

POSTADO POR:Joice E Jéssica

Foi num vinte de setembro.



Que a razão falou mais alto o rio grande.
Tomou de assalto pelo herói .Bento Gonçalves.
Que calçou o pé por aqui e o combate estourou
num piscar d´ólhos fundou a capital Piratiní.


ass;Carla , Paola .D.
Autor;Vainner de Ávila
Poema de : Vainner de .Á.


É o primeiro barco da armada Rio-Grandense. Depois de muitas aventuras (prisão no Uruguai, tortura em Buenos Aires), Garibaldi apresenta-se em Piratini em fins de 1837. Ao chegar à capital farroupilha, ele recebe uma missão: construir barcos e fazer corso contra navios do império. Dois meses depois, ele apresenta dois lanchões: o "Rio Pardo" e o "Independência". Mas havia um grande problema: a ausência de portos. Com Rio Grande e São José do Norte ocupadas pelo inimigo, e Montevidéu pressionada pelo governo imperial, os farrapos planejam a tomada de Laguna, em Santa Catarina. A idéia era um ataque simultâneo por mar e por terra. Mas como sair da Lagoa

dos Patos? John Grenfell atacou o estaleiro farrapo, mas Garibaldi escapou com os Lanchões "Farroupilha" e "Seival" pelo rio Capivari, a nordeste da Lagoa. Daí resultou o mais fantástico acontecimento da guerra, e talvez um dos lances de combate mais geniais da história.

Travessia dos lanchões sobre rodas


Travessia dos lanchões sobre rodas

Foram postas gigantescas rodas nos barcos, e eles foram transportados por terra, levados por juntas de bois, até Tramandaí, a aproximadamente 80km do ponto de partida. O transporte foi feito através de campos enlameados pelas chuvas de inverno.

O ataque é feito de surpresa, com Davi Canabarro por terra e Garibaldi a bordo do "Seival" (o Farroupilha naufragou em Araranguá-SC) e resulta na conquista da cidade e na apreensão de 14 navios mercantes, que são somados ao "Seival", e armas, canhões e fardamentos. Em 29 de julho de 1839 é proclamada a República Juliana, instalada em um casarão da cidade. Mas o

Sede da República Juliana

sonho durou apenas quatro meses. Com a vitória de Laguna, os farrapos resolveram tentar a conquista de Desterro, na ilha de Santa Catarina. Mas são surpreendidos em plena concentração e batem em retirada, com pesadas perdas materiais. Os navios de corso, contudo, vão mais longe.O "Seival", o "Caçapava" e o novo "Rio Pardo" vão até Santos, no litoral paulista. Encontrando forças superiores, voltam para Imbituba-SC.

Sede da República Juliana, em Laguna-SC


Em 15 de novembro de 1839, um ataque pesado a Laguna, com marinha, infantaria e cavalaria resulta na destruição completa da esquadra farroupilha e na retomada da cidade. Todos os chefes da marinha rio-grandense são mortos, com exceção de Garibaldi. Davi Canabarro recua até Torres, enquanto outra

parte das forças terrestres vai para Lages, onde resistem até o começo de 1840.


Rafael Claro da Silva

GUERRA DOS FARRAPOS - REVOLUÇÃO FARROUPILHA

História da Revolução Farroupilha, as causas da Guerra dos Farrapos,
a tentativa da independência do sul do Brasil, movimento separatista

Batalha durante a Guerra dos Farrapos

A Guerra dos Farrapos ocorreu no Rio Grande do Sul na época em que o Brasil era governado pelo Regente Feijó (Período Regencial). Esta rebelião, gerada pelo descontentamento político, durou por uma década (de 1835 a 1845).

O estopim para esta rebelião foi as grandes diferenças de ideais entre dois partidos: um que apoiava os republicanos (os Liberais Exaltados) e outro que dava apoio aos conservadores (os Legalistas).

Em 1835 os rebeldes Liberais, liderados por Bento Gonçalves da Silva, apossaram-se de Porto Alegre, fazendo com que as forças imperiais fossem obrigadas a deixarem a região.

Após terem seu líder Bento Gonçalves capturado e preso, durante um confronto ocorrido na ilha de Fanfa ( no rio Jacuí), os Liberais não se deixaram abater e sob nova liderança (de António Neto) obtiveram outras vitórias.

Em novembro de 1836, os revolucionários proclamaram a República em Piratini e Bento Gonçalves, ainda preso, foi nomeado presidente. Somente em1837, após fugir da prisão, é que Bento Gonçalves finalmente assume a presidência da República de Piratini.

Mesmo com as forças do exército da regência, os farroupilhas liderados por Davi Gonçalves, conquistaram a vila de Laguna, em Santa Catarina, proclamando, desta forma, a República Catarinense.

Entretanto, no ano de 1842, o governo nomeou Luiz Alves de Lima e Silva para comandar as tropas que deveriam os farroupilhas.

Apos três anos de batalha e várias derrotas, os "Farrapos" tiveram que aceitar a paz proposta por Duque de Caxias. Com isso, em 1845, a rebelião foi finalizada.

Guerra dos farrapos


Desde o final do século XVIII, a criação de gado era a base da economia do Rio Grande do Sul. O charque -- carne salgada -- era consumido em todo o país e o couro dos animais, exportado para a Europa. Os estancieiros gaúchos sofriam, porém, a concorrência dos países platinos -- Argentina e Uruguai -- que, produzindo carne com mão-de-obra livre, a vendiam por preços mais baixos. O governo do Rio de Janeiro hesitava em adotar medidas protecionistas a favor dos criadores brasileiros, o que levou alguns jornais, como O Constitucional Rio-Grandese, a defender idéias separatistas. Em 1834, a aprovação de um novo aumento de impostos para a província gaúcha determinou o início da rebelião. No dia 20 de setembro de 1835, os estancieiros, liderados pelo coronel (general) Bento Gonçalves, despuseram o presidente nomeado pelo governo central, ocuparam Porto Alegre e proclamaram a República Rio-Grandense.

Bento Gonçalves foi preso pelas forças imperiais e enviado para Salvador. Mas conseguiu fugir da prisão e retornou a sua província natal, onde assumiu a presidência em 1837. A luta federalista prosseguiu, incorporando os peões das fazendas, escravos e homens livres, fiéis a seus patrões. Liderados pelo italiano Giuseppe Garibaldi -- um revolucionário que havia sido exilado de seu país --, os rebeldes atacaram Santa Catarina, em 1839, e proclamaram a República Juliana. O nome deveu-se ao fato de a república ter sido proclamada no mês de julho.
No Segundo Reinado, a República decretou sua própria Constituição. A justificativa para a separação foi a "prepotência imperial". A pacificação do Rio Grande só começou a se tornar possível em 1842, quando o barão de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva, assumiu a presidência do Rio Grande do Sul e empenhou-se em negociar com os estancieiros. O acordo de paz foi assinado em 1845, garantindo liberdade aos escravos que participaram das lutas, assim como a devolução das terras confiscadas aos fazendeiros gaúchos.
Autora:
dani_nithainy
Site:www.yahoo.com
Postado por: Ketlyn e João.